terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Capítulo 6.1:: Nea Redestos, em Thessaloniki

Acho que este sentimento é indescritível.
Eu não ousaria tentar transpor em palavras o sentimento de retorno à sua origem: ao país, à cidade, ao bairro, à casa, aos vizinhos, aos antigos amigos. Nossa, é muita coisa.
Ainda mais pensar que você nasceu naquele lugar, onde tudo já está mudado, que a casa que você deixou não existe mais. E também não está mais com você o seu pai, a sua mãe, a sua irmã mais velha.
Que um dia, por decisão do seu pai, você largou tudo aquilo e foi para um país distante e desconhecido.
Mas acho que o mais duro foi ouvir a sua matriarca dizer que nunca quis esta mudança, que seu marido nunca perguntou sua opinião, e que não aceitou esta decisão por toda a sua vida.

Minha mãe, minha origem, você é foda. Não tenho um tico da sua força. Mas rezo todos os dias para tê-la.

As imagens aqui não possuem a beleza da paisagem grega.
Elas são belas porque possuem história.
A história de uma família. A minha família. E presenciar este encontro foi fantástico. E isso é para poucos nesta vida.


Entrada do bairro, com o seu nome "Nea Redestos"


Esta é a carinha do lugar



A igreja onde todos os filhos foram batizados


A primeira escola


Rua 25 de Março - o endereço da minha mãe na Grécia


Quando elas se depararam com o terreno da antiga casa. Aqui elas choraram

Esta mulher de azul foi amiga de infância das minhas tias. E elas lembravam uma da outra mesmo depois de mais de cinquenta anos


Esta do meio é uma outra amiga. Mas ela ficou tão feliz com este encontro que me emocionou

Assim eram as casas de antigamente



E hoje elas se transformaram

domingo, 13 de janeiro de 2008

Capítulo 6:: Thessaloniki

"espero não ter perdido a mão para a escrita"


A dupla - adorei a leitura deste momento.



Nosso primeiro gyros (o churrasquinho grego).


O dia partindo na Grécia é assim cheio de poesia e de cores.


A vista do quarto do hotel.

O mercado ao ar livre.


Uma das praças da cidade, com o mar lá ao fundo.


Assim é por lá: mais um sítio arqueológico achado no meio da cidade,
provavelmente durante as escavações do metrô.

Mensagem na porta de umas das igrejas ortodoxas visitadas.

Feira livre - registro tradicional de viagem.

Composição básica: família, cão sem dono e bandeira.



Comida servida na mesa, sem pratos. Chorar de rir neste momento.


Azeitonas, origem de um dos mais famosos azeites.


Depois de 10 horas de viagem até Milão, 12 horas nesta cidade, mais um vôo, chegamos finalmente em Thessaloniki. Mas aí o dia já era noite, e o que encontrei foi uma cidade vazia, com o hotel bem longe do aeroporto. O motorista que nos levou era um cara bem carrancudo - mas o que esperar dele, afinal ele era grego (!!!). Chegamos ao hotel que se dizia ficar no centro da cidade, disse minha primeira palavra grega em seu território de origem (kalinixta - boa noite) e morri.

Toda viagem é assim: eu fico pensando como serão os meus próximos dias, o que eu farei em cada um deles, se vão passar muito rápidos ou não...
Após o descanso dos justos, fui me aventurar com a turma pelo bairro. Primeira impressão: os motoristas gregos são péssimos, não respeitam nada nem ninguém. Os motoqueiros de SP aprenderam a dirigir com eles. Mas com o tempo eu aprendi a conviver com isso e até rir da situação. A Tríade diz que quando a gente ri da situação é porque ela já foi superada.

Hora do almoço. A introdução na culinária grega na Grécia não poderia ter sido melhor. O restaurante era ótimo, o garçon bem gente boa (interditou a calçada para montar uma mesa pra gente), a comida foi escolhida no balcão, fora os figurantes da cena - todos os gregos, despretenciosos num almoço de dia de semana. Comi com um prazer de orgasmo a salada grega (que lá tem outro nome - obviamente) com um filão de pão, molhando no azeite. E depois um cabrito com batatas. Naquele momento percebi que engordaria 200 quilos ao longo do período.
O que é a refeição para eles: momento sagrado, um horário de respeito. Uma refeição dura mais de 2 horas. Eles sentam, pedem a salada, o pão e a água. Depois vem a refeição. Sobremesa. Café. Tudo regado a muita conversa e muito cigarro. Muito mesmo. Entre uma garfada e outra, uma tragada. Depois mais uma, e outra. Várias descobertas aqui.

E o restante da estadia na cidade foi assim, cheia de descobertas do mundo grego.

Abrirei aqui um capítulo especial para o lugar que elas nasceram, é tipo um bairro/vilarejo fora da cidade, chamado Nea Redestos.


Torre Branca.




Passeio a beira-mar.


Companheiros.

A turma.

Aos que voam.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Capítulo 5:: o roteiro

Tudo foi muito bem planejado. Pesquisa em várias agências para saber quais os melhores destinos, quanto tempo em cada cidade, quais as histórias de cada lugar... Mas, independente da escolha, tudo iria ser maravilhoso - como foi.

Então... começaremos pela Gécia (Ελλάδα). Depois conto Itália - maravilhosa também.

Primeiro foi Thessaloniki (Θεσσαλονίκη). Cidade de nascimento. Foco principal da nossa viagem. Lá tem a origem, a história da família. Ela é a segunda maior cidade da Grécia, mas não faz parte do roteiro turístico - talvez seja por isso que ela é a Grécia na sua maior essência - e talvez por isso eu me apaixonasse por lá. Mas também tem o motivo da origem, que isso já está no sangue.

Depois fomos para Mikonos (Μύκονος), a ilha da sacanagem. Quem quer baladas e orgias, vai para lá. E nada de cruzeiros - elessão muito rápidos e nada se aproveita do lugar como um todo. E no meio da bagunça e da putaria, estaríamos lá. A famosa vista das casinhas brancas, janelas e portas azuis e o florido no telhado é de lá.

Santorini (Σαντορίνη) seria a segunda ilha. A imagem de lá são as igrejas com cúpulas azuis. As casas ficam no morro. Lá se tem a escadaria de 586 degraus. Sua origem vem de uma erupção, que dividiu a ilha em 3 partes.

Heraklion (Ηράκλειο) é a capital de Creta. Seria nosso quarto destino. É a terra da Maria Grega, uma amiga muito antiga da família, dona de uma mão que faz uns doces de morrer de prazer, além de ser uma senhorinha muito simpática e que ainda acha que eu casarei com um bom moço grego.

Colosso de Rhodes (Ρόδος) não existe mais, mas a ilha continua por lá. E este seria o nosso último destino pelo mar. Ela dona da cidades de Lindos (Λίνδος).

A turnê grega acabaria em sua capital, Atenas (Αθήνα). Repleta de sítios arqueológicos, bairros tradicionais, parlamento e toda a cerimônia da troca da guarda, igrejas e mais igrejas.

Ufa!
Ainda teríamos a Itália, com Milão logo no primeiro dia da Eurotour 2007, e Roma apaixonante, finalizando o sonho.

"suspiro"

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Capítulo 4:: Um dia antes

Pois é, o dia chegou...
O quê? O dia antes da viagem? Não é disso que estou falando.
O dia em que a Brasília do meu tio quebrou na minha mão.

"Retrospectiva"
Meu tio tem uma Brasília. Ano 1980. Branca. Super cuidada e amada por ele. Um carro que vale uns 20 mil pelas contas dele, mas a conta do mercado é bem mais modesta: 3 mil. As meninas acham bacana eu dirigí-la. Os meninos acham o máximo se ter uma Brasília nos dias de hoje. Eles são doidos para guiá-la. É cool! Mas se fosse para trabalhar todos os dias com ela, acho que eles não iam achar "tão cool" assim.

Bom, mas eu gosto dela. E ela é muito prestativa quando eu preciso. E eu sabia que, mais cedo ou mais tarde ela poderia me dar "um probleminha" no caminho. E ela deu. Apenas foi no dia errado: o dia antes da viagem.

No sábado, eu só precisava ir: na aula de inglês, na Maiume, na depilação, no shopping comprar uma bolsa, na Vanessa. Precisava também arrumar a minha mala, dar um beijo no meu namorado, tomar um banho relaxante, dormir a noite dos deuses, ajeitar as últimas coisas antes de largar tudo por um mês. Só isso!

Mas aí ela quebrou. No prédio da Maiume. E aí foi a maior novela:
- dois santos que trabalham por lá empurraram a caranga até a vaga do carro da Mai que ficava longe de onde ela mesma tinha morrido
- ligação para o meu tio para saber se ele por alguma acaso poderia me ajudar
- chamado do Mario
- tiveram até as esfihas da Dona Marilu - e digo que isso foi a única parte boa disso tudo
- chamado do guincho

Depois de 3 horas, já meia-noite, chega um sujeito maltrapilha e de dar medo. E até aqui eu aguentando firme tudo isso. O sujeito amarrou o carro no guincho. Puxou. Subiu. Fez barulho. Mas na hora que ele quase enroscou o teto da Brasa numas vigas da garagem da Mai eu chorei. Muito. Perguntava porque aquela merda toda estava acontecendo comigo. Pobre da Mai. E do Mario também. Mas eu já estava tendo um ataque de nervos.

Mas no final deu tudo certo: o cara do guincho não amassou o teto do carro, eu cheguei em casa sã e salva, ainda assim fui até à casa da Van, minha mala ficou pronta. E tudo foi.

Esqueci completamente o meu dia anterior na fila da Polícia Federal. Amém.

"uma imagem apenas para não esquecer do nosso assunto principal aqui"

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Capítulo 3:: dois imãos

Então, aqui segue a história dos filhos da dona Helena.
Eles carregam nomes pra lá de gregos.
> Constantino - muito popular por lá. Quando ele ficar velhinho, será chamado de Seu Costa
> Alexsandra - é muito gostoso ouvir os gregos pronunciar o meu nome. Eles tem um sotaque...

O plano da viagem vem todo deles. Um corre com a estratégia, o outro com o opertacional. Tudo para dar certo, ajeitado, contratado. Primeiro visitaremos a terrinha delas, depois partimos para as ilhas (e nada de cruzeiros), três dias em cada uma delas, vamos para a capital, ao Peloponeso. Aproveitamos e passamos pela itália, ok?

Bom, começou assim. Ao final, não aguentava mais planejar, planejar e planejar. Queria logo embarcar, mas minha educação não permite: tudo tem que ser bem pensado, as tarefas todas executadas, os pagamentos previstos, os itens comprados. Características do Marcelo, que agira são minhas também.

Partimos. E foi ótimo, como não podia deixar de ser. O Marcelo é ótimo. É um irmãozão. Companheirão mesmo. Talvez seja por isso que eu tenha ciúmes deles (e as minhas amigas me enchem o saco por conta disso). E eu tenho mesmo. Assumo e conto para quem quiser ouvir, inclusive para a namorada dele. Ela acha engraçado, mas não deveria (deixa ela ler isso aqui - hahaha).

A gente junto fala muita bobeira. Se diverte à beça. Comentamos tudo, dividimos pontos de vista. Choramos de rir com as coisas engraçadas da viagem, como por exemplo quando o transfer foi nos buscar de um hotel para irmos ao outro, em Thessaloniki. Era nossa primeira cidade e a bagagem da mulherada já não cabia mais no porta-mala. Aí elas foram penduradas no carro, que atravessou a cidade daquele jeito. Eu fiz xixi nas calças. Pena que esta foto ainda não está revelada. Bom, e outras histórias diversas que serão apresentadas no decorrer do blog.

Outra coisa que ele fez muito foi tirar umas fotos minhas despretenciosas. E só as descobri quando ele me deu as imagens dele. Nem preciso dizer que adorei. Todas com uma leitura poética da viagem, de mim, da vida.

Além de tudo isso, no decorrer da viagem, descobrimos 2 ótimas oportunidades de negócios.
- A primeira é abrir uma agência de viagens para a 3ª idade. No mercado existe muito isso, mas só nós dois conhecemos a fundo este negócio: vontades de crianças x pique de velhinho. Isto é um equilíbrio que poucos saber lidar.
- A outra oportunidade é escrever um guia de viagens. O mercado está repleto deste produto também, mas somente o nosso guia contará detalhes jamais visto no mundo das excursões turísticas. Por exemplo: em Santorini muito se fala nos 587 degraus que levam os turistas do porto ao topo da ilha, montados em burricos. Mas o que eles esquecem de mencionar é o cheiro quase insuportável de xixi e cocô de burro que aquele lugar é impregnado. Os burricos não tem dó: os turistas em cima deles e eles cagam sem pestanear. Outro exemplo: uma grande erupção vulcânica atingiu esta mesma ilha, Santorini, no século 17 a.C. e varreu Akrotiri do mapa, soterrando esta cidade com lava. Em 1960 começaram as escavações que deixarama cidade, intacta, à mostra. A única coisa que eles não mencionam é que no ano de 2007 Akrotiri estará fechada ao acesso ao público, por conta de mais escavações, sei lá.

São informações básicas e simples que podem transformar a vida de um viajante.
Vamos pensar bastante no assunto.

Por enquanto é isso.
Por ora, seguem algumas imagens nossas do decorrer da viagem.









Com a gente nesta viagem também estava alguém muito importante em nossas vidas. Nosso outro irmão, Cristian. Esse nome também é de lá, pois existem muitos Christos (como o meu tio, irmão da minha mãe). Nós aproveitamos a viagem em um plano, ele em outro. Num que eu ainda não entendo muito bem como funciona, mas aceito.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Capítulo 2:: três senhoras gregas

Codylenia, Eugenie e Anastasia. Mais conhecidas como dona Helena, tia Ivani e tia Taçula.
Esses são os três elementos centrais de tudo. É com elas que a história vai ter o encantamento.

Olha, rolou de tudo na pré-viagem. Indagações de tirar a paciência de qualquer um.
"O tamanho da mala que comprar. Quanto de euro levar, e onde guardá-lo durante a viagem. Que roupas colocar na bagagem. 30 calcinhas? Será que eles apreenderão os 25 tipos de remédios que estamos levando? Blusa de frio? Será que conseguiremos entender o que os gregos falam? (nessa aqui eu achei meio absurdo - se elas não entenderem os gregos, quem entenderá?). A nossa terrinha... O mar azul... As velharias dos sítios arqueológicos... A comida. Os presentinhos. O liváni. O carvãozinho. O halvá. Ouzo. Salada grega. Mas vai dar tempo? Mas vai tá sol? Mas e se eu não aguentar andar durante os nossos passeios?"

Mas na hora do embarque, tudo passou. E elas se divertiram à beça. Como crianças.
Aliás, aqui tivemos os papéis invertidos: aqui elas eram as filhas.

Verdadeiras crianças soltas para brincar à vontade.
E pode acreditar que elas brincaram.



segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Capítulo 1:: o plano

Tudo começou há 55 anos atrás, quando o meu papous (avô) deixou pra trás a pobreza que a 2ª Guerra Mundial tinha espalhado pela Grécia. Decidiu que tinha que mudar dali (ele não tinha muita paciência para as coisas). Foi buscar o que era o mundo e viu que tinha 3 alternativas. Que tipo de alternativas? 3 diferentes destinos que os navios dispunham naquele momento da decisão. Canadá, Austrália e Brasil. E adivinhem o que ele escolheu? E sabem qual foi a razão da escolha? O navio para o Brasil sairia primeiro... (Sem comentários aqui por enquanto...) Depois de ter vindo pra cá, sozinho, e buscado o melhor durante um ano, ele mandou trazer a sua família: sua mulher (minha iaiá) e seus filhos. É aqui que começa a minha história. Minha mãe nesta época tinha apenas 9 anos. E muito se passou durante estes 54 anos no Brasil. Histórias que encheriam este blog (que numa outra oportunidade colocarei aqui). E dentre muitas, tinha uma especial: o desejo de se voltar à terra natal.

Minha viagem foi planejada durante 54 anos. Não dá pra acreditar! Só estando na pele desta família para entender porque isso tardou tanto. Mas agora não importa mais. O que importa é que uma das netas do Seu Guérlovas (também conhecido por Seu Barba Costas) decidiu resolver esta questão. Em 2005 iniciamos os planos, mas eles tiveram que esperar o passaporte da minha mãe ser renovado - e isto durou quase 2 anos.

Em fevereiro de 2007 ele saiu. Fiquei doida. Gritava para todos os cantos que finalmente nós iríamos pra Grécia. Minha mãe e minhas tias iriam retornar ao lugar que nasceram. Eu iria conhecer a minha origem - e me encontrar na essência. Meu irmão, voltar e vivenciar o que estar na Grécias com as gregas. De fevereiro à setembro, não se deixou passar um dia sequer sem que nos preocupássemos em planejar, calcular, pensar e sonhar sobre a nossa viagem.

Visitar. Experimentar. Cheirar. Olhar. Andar. Viajar. Descansar. Fotografar. Aplaudir. Sonhar. Chorar. Lembrar. Encontrar. Reencontrar. Contar. Cantar. Sentir. Comer. Brigar. Encabular. Falar. Conhecer. Saber. Todos estes verbos nos acompanharam em tempo integral.

Dispomos de vários guias de viagem: 3 senhoras gregas, Marcelo-meu irmão, o instinto grego, e guias propriamente ditos presenteados por amigas queridas.

Haja fôlego para tudo que nos espera.

Capa da revista Viagem, captada por mim mesma. Em Mikonos: a ilha das casinhas brancas, coloridas pelas flores que ficam na entrada, e do mar azul.

Uma das tardes num passeio despretencioso. A única coisa aqui era sentir.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A viagem da minha história:: índice

1. O plano
2. Três senhoras gregas
3. Dois irmãos
4. Um dia antes
5. O roteiro
6. Thessaloniki
7. Mikonos
8. Santorini
9. Creta
10. Rhodes
11. Athenas
12. Detalhes sobre a vida grega
13. Milão e Roma
14. O que dá vontade italiana
15. A volta
16. Capítulos adicionais


" pôr-do-sol em Mikonos"

A História

Então... Acho que chegou o momento de contar uma história. Não qualquer história, mas a minha. Ou melhor, a origem do que é a minha história. Muito são os pedidos, pois as meninas estão e-n-l-o-u-q-u-e-c-i-d-a-s para saber da narrativa. Cuidados nos detalhes para se pensar na composição: o formato, o jeito de contar, as fotos, os detalhes... Espero não esquecer de nada. E não desapontar. Vamos lá.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Período de Férias

Caros leitores,
estamos em férias no periodo de 2 a 30 de setembro.
Contamos com a colaboração de todos. E até a volta.
Com muita novidade e histórias do Mundo Antigo.
Guineka

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Senhora Codylenia


Dia 26 de Agosto é dia de festa lá em casa. Normalmente minha mãe faz um charme para festas em sua homenagem: é muito caro, é muita gente, dá muito trabalho... Mas ontem ela se convenceu e o melhor foi a sua comemoração em casa. Ela estava tão feliz (acredito que o fato da viagem ajuda muito), tão orgulhosa dos seus sessenta e três anos - escritos com confeti no bolo(pois ela é muito mais jovem do que isso de espírito, de vontade, de garra, de sonhos), tão empolgada com a tia Ivani - da foto (só falavam da viagem), tão querida (pessoas em casa, telefonemas que não pararam, presentes) e com tanta vontade de fazer a comida que ela faz bem e adora ser elogiada por isso (bolo - o mesmo que ela fazia nos nossos aniversários de criança, lasanha de matar o padre, picanha na cerveja, salada com o tempero que só ela sabe fazer, e farofa da padaria mesmo).
Minha mãe, vulgo dona Helena (como costumam chamá-la, sabe lá deus porque), está feliz hoje. E quero isso pra ela sempre. Ela é minha inspiração de vida, uma guerreira jamais vista.
A Grega nasceu em Thessaloniki, e pequenina veio para um país que não sabia o que iria encontrar. Aprendeu a língua na raça, cresceu por aqui, trabalhou fora, saiu desse mesmo trabalho porque precisava cuidar da minha avô, cuidou, casou, teve três filhos. Cuidou do marido, da mãe, do pai, do irmão, da filha do meio, do filho mais velho e do mais novo. Uns já se foram, outros ainda estão por aqui. Agora ela cuida dela. E todos nós.
Mãe, a gente de ama daqui e de lá do outro plano.
Coisas pra se falar dela não acabam. Não caberiam aqui neste espaço, pois ela é muito maior.

Campanha - resultado

Depois de uma árdua campanha, eis que chegamos no resultado positivo dela: ligação de Tati Cristina numa manhã de domingo. Não poderia ter sido melhor. Falar sobre Barcelona, vista do quinto andar, fotografia, catalão, trabalho, bar e bebida, saudades, encontros de São Paulo. Grécia e Itália, aniversário dia 28 de setembro. Sonhos. Desejos. De novo saudades.


sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Olhos inchados

Hoje juntou tudo. E quando tudo resolve aflorar, o remédio é chorar. Choro para passar a mágoa, a dor, a solidão, a saudade, a felicidade que dá tristeza, choro... E o tamanho dos olhos? Ficam enormes, saltados, vermelhos, indiscretos.

Campanha

TATI CRISTINA, APAREÇA!
Precisamos marcar o nosso café em Paris!
Hahaha.
Amo-te.

Contando os dias

Eu espero por isso há uns poucos anos. Planejo há sete meses. Mas nada se compara à expectativa de três senhoras gregas: elas já estão de maças prontas há semanas. E já está chegando a hora. Eu não consigo imaginar a minha reação de ver a reação de minha mãe. O que será que passará pela cabeça desta senhora? E pelo seu coração? Só de pensar dá um aperto no peito. Que Deus nos dê força para tudo isso!

Tessalonika / Mikonos / Santorini / Creta / Rhodes / Atenas
Seu Kiriakos / Gerlovas tios, primos e afins
Taverna / ouzo / quebra de pratos
Grego: casamento /salada / churrasco / azeite / incenso / baklavá
Padres ortodoxos / senhorinhas de preto / ruelas / casinhas branas / igrejas com cúpula azul
Acrópole / Palácio de Knossos / Olímpia / Oráculo de Delfos / Parthenon / Templo de Zeus
E tudo mais que existe por lá, mas que não consta nas revistas, livros e programas de turismo

Sem esquecer o Centro da Moda e o Papa.

A vida mais gostosa

É tão gostoso saber que eu posso ler e reler mensagens assim. Publicarei aqui, no meu orkut, nos meus cadernos... Esta mensagem foi em um dos meus aniversários também. Não importa em que ano foi, pois pra mim é atemporal o seu significado. Com a Guedes é assim: prosa preta verso violeta

Grega, hoje há uma mensagem especial, que fala sobre gostar de você. É mais ou menos assim: Eu gosto de fazer você rir e chorar, de cabular pra ir no bar, de sair fugida pra almoçar, e depois tomar café e fumar. Gosto de ir na sua casa, gosto que você venha em casa, e gosto de ver último capítulo de novela enchendo a cara, pra depois eu vomitar e você me atazanar. Gosto de te contar meus atordoados casos apaixonísticos, gosto que você me olhe com olhos cabalísticos, gosto dos riscos. Gosto da segurança, gosto de você criança, gosto do verde dos olhos-esperança. Gosto de comprar sapatos contigo, gosto que me apresente seus amigos, gostamos de xingar nossos supostos inimigos. Gosto de rastejar na Bienal cansada, de ir no cinema de madrugada, de fazer a unha, e depois beber, ou de fazer nada. Gosto da sua gargalhada. Gosto do gosto de ter você na minha vida. E agradeço sempre quando eu rezo. Pois é tanto gostar que só tem um verbo que o defina: amar.Eu te amo, nessa e em todas as vidas***

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Manifesto da Pequena, parte II

Esse aqui também é bem legal!

Álex, Ale, A
A que não é pagodeira
A que é mpbeira
A que é uma fortaleza
A que é uma lágrima
A que é grega
A que é filha de feijoadeira
A que é olhos azuis
A que tem coxões
A que sumia inexplicavelmente
A que tomava breja comigo
A que tomou pó de guaraná
A que tombou no meu colchão
A que adora papeis coloridos
A que usa meias coloridas
A que ainda vai bancar um jantar no Spot
A que vai se embebedar hoje
A que não agüenta a bagunça do meu quarto
A que adora o strogonoff da Dona Marilú
A que nunca foi de beber tanto
A que fala Vamu virá
A que vê cidade dos sonhos
A que chorando, chorando...
A que sofreu muito
A que tenta entender a vida
A que falou pra pensar primeiro em mim
A que dá força pra mim
A que é Tríade
A que grita UHU!
Alex, Ale, A – a amiga que eu amo!

Chorei.

Manifesto da Pequena, parte I

Sempre quero muito fazer tudo. Mas depois que a empolgação passa, eu deixo pra lá. E, por conta disso, tomei uma baita bronca hoje da Pequena. - Mai, queria muito colocar aqui o seu relato emitido em um dos meus vinte e oito verões. Fica aqui, fica no meu coração, fica pra sempre!

"Hoje vai ser uma festa, bolo e guaraná, mto doce pra vc. É o seu aniversário... E fase trash q estamos vivendo... Hoje é dia de agradecer a Deus (até parece q sou das religiosas), mas é verdade, agradecer a Ele por ter te colocado no meu caminho. Tudo começou qdo eu tive a pachorra de olhar pra sua cara e falar q vc tinha cara de pagodeira em plena aula de psicologia. Escrevendo isso, fiquei pensando, pq depois de ter te falado isso, nos tornamos amigas? Sim, vc perdoou a gótica revoltada q existia em mim. Bom, vc escreveu pra mim outro dia q gostaria de escrever pra mim palavras doces, então vamos combinar da seguinte forma, escrevo por nós, seu eu esquecer de alguma coisa, afinal isso é Coisa de Maiume, vc complementa num scrap pra mim, tá! As vezes, baixa uma inspiração em mim (apesar q a Van é insuperável), normalmente em aniversários, porque da vontade de falar o qto se gosta da pessoa... pra celebrar a vida... Bom, mas chega de conversa e vamos lá:"

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Hoje

Estou me sentindo a própria noiva cadáver.
Ai meu Deus!
Tudo passa. Isso também vai passar.

domingo, 19 de agosto de 2007

Como é, na visão da Julia

Aqui está o relato sobre uma amiga da Ju Fregona: a Grega

A primeira vez que eu conheci a Alê, eu tinha 14h de paulista. Ela virou para mim e foi sincera: "deixa eu te dar um abraço logo porque, pelo resto do dia, estarei ocupada demais para isso!" Meio abismada, eu disse ok e ela me deu um abraço por cima das baias que separavam nossas mesas. Pensei que paulista era assim mesmo.E ela andou ocupada um bom tempo, até me oferece um novo sorriso. Aí foi irresistível, não consigo mais largar a Alê. Não paro de querer o bem da Alê. Agora acho que ela é linda, que ela é inteligente, que ela é mal aproveitada, que ela é brava e boa ao mesmo tempo. Que ela fala e não fala ao mesmo tempo. Você nunca sabe quando ela briga ou quando ela brinca. Um dia, fiz uma súplica desajeitada: "Ô Alê, quando você brigar comigo, você me avisa, viu?" Ela sorriu, mas nunca me avisou.Ontem eu conheci uma outra Alê. Uma Alê fora das paredes da Ponto. De perto, de alegria e de sorrisos. Conheci uma Alê com os olhos ainda mais azuis, com mais coração, com mais Alê. Meu avô falou que eu deveria ficar ao lado dela para sempre. Ela consentiu, vestida de branco. E ontem, quando ela falou "Volta Gian", queria que ela percebesse que já estamos com ela. Para sempre, na praia onde a areia é branca e a felicidade nos persegue.

Ju, suas palavras foram singelas como a visão de uma criança, livres e sem pudor, marcantes para a minha vida. As levarei comigo: para o meu blog aqui, para a minha caixinha de cartas. Não canso de lê-la. Siga o conselho do teu avô.

by Clarice Lispector

"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso."

A importância do ENTUSIASMO

A palavra ENTUSIASMO vem do grego e significa ter um DEUS dentro de si.

Os gregos eram panteístas (acreditavam em vários deuses). A pessoa ENTUSIASMADA era aquela possuída por um dos deuses e por causa disso poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. Assim, se você fosse ENTUSIASMADO por Ceres (Deusa da Agricultura) você seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita.

Segundo os gregos, só as pessoas ENTUSIASMADAS eram capazes de vencer desafios do cotidiano. Era preciso, portanto, ENTUSIASMAR-SE.

Assim, o ENTUSIASMO é diferente do otimismo. Otimismo significa acreditar que uma coisa vai dar certo. Talvez, até torcer para que dê certo.

No mundo de hoje, é preciso SER ENTUSIASMADO. A pessoa entusiasmada é aquela que ACREDITA NA SUA CAPACIDADEDE TRANSFORMAR AS COISAS, DE FAZER DAR CERTO. ENTUSIASMADA é a pessoa que acredita em si. Acredita nos outros. Acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade. E só há uma maneira para ser entusiasmado. É AGIR ENTUSIASTICAMENTE! Se formos esperar ter as condições ideais primeiro, para depois nos ENTUSIASMARMOS, jamais nos entusiasmaremos com coisa alguma, pois sempre teremos razões para não nos entusiasmarmos.

O ENTUSIASMO É QUE TRAZ A NOVA VISÃO DA VIDA.

Lu, você tem razão: os gregos eram muito sábios.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Llorando, por Rebekah Del Rio

Este foi postado pela Van, mas que precisei trazer pra cá. Esse já foi um dos meus vícios compartilhados, mas tinha toda uma cena para acontecê-lo. "A Van pediu para um amigo do trabalho baixar esta música. Aí ela me presenteou com esta surpresa, me chamando na máquina dela para ouví-la. Isso virou uma rotina. Toda vez que estava triste, corria para a máquina dela. O amigo foi embora, e entrou outro na parada. Mas este só enchia o nosso saco, dizendo - de novo vocês llorando? - ele se limitava à isso. Segue:

No es fácil de entender

Tomei para mim, sem pedir licença.
Nem procurei outra razão: senti o momento oportuno.
Toma agora pra ti: pega o que é teu, irmã d'alma.
Jamais haverá outra beleza que desequilibra como a tua.
Na alegria e na tristeza. Essa é pra você.

http://www.youtube.com/watch?v=oddg6dCB7FE

"No es fácil de entender
que al verte otra vez
Yo seguiré llorando"

Intensidade

Nossa, baixou um espírito em mim agora. Quero escrever no meu caderninho todo o meu sentimento, postar no blog tudo que penso, anotar todas as memórias da minha família, chorar tudo que tenho direito, ouvir minhas músicas preferidas até o fim, beber com as amigas até o último gole, planejar cada minuto da minha viagem, beijar até adormecer a boca, implantar um chip na minha cabeça para saber inglês por necessidade, degustar a lígua grega por puro prazer, abraçar somente por amor, sorrir apenas por felicidade, cheirar coisas boas para trazer lembraças também boas, assistir todos os filmes indicados, ler todos os livros da prateleira, cansar de ouvir Madeleine Peyroux...mas agora acho que pra tudo isso antes eu precisarei dormir.

A saudade de outro dia

Todo o dia à tarde mamãe se posiciona em frente à televisão para a novela das seis. Uma rotina que é quase um vício. Lá aparecem muitas crianças. Mas tem esse aí que chama a atenção - ele tem a carinha do Cris. Mas isso é coisa que só minha mãe e eu entendemos. Acho que nem rotina, nem vício. É saudade mesmo.

More is Less

Ontem estava convencendo a minha mãe de um topless em Santorini. Indignou-se, argumentou, achou um absurdo, mas depois calou-se.

Não vejo a hora de postar no blog a foto das 4 mulheres gregas no paraíso mediterrâneo. Uhu!

Parapan 2007

Não é demagogia, mas acredito em mediocridade mesmo. O Brasil está na classificação geral do Parapan 2007 e ... o que é isso mesmo? Ah, então! É isso. Os caras aí deste campeonato são como todos os de outras competições: ATLETAS. Nem mais, nem menos - são diferentes. E assim é a vida. São atletas, cidadãos, contribuintes, estudantes, filhos, amigos, até sacanas, por que não dizer, pois eles são gente como a gente. Deficiência física, mental, motora, visual, auditiva... Apresente seus filhos à esta realidade social. Faz bem. E, parabéns atletas da vida!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Ah-hei... Ah-hei

música: A vida de viajante
cantor: Luiz Gonzaga
instrumento: sanfona
cena: um forrozinho bem juntinho, coladinho, susurrando ao pé do ouvido

Ah-hei...

Minha vida é andar, por este país
Pra ver se um dia, descanso feliz
guardando a recordação, das terras onde passei
Andando pelos sertões, dos amigos que lá deixei
Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa, sigo o roteiro mais uma estação
E alegria no coração

Ah hei...

Minha vida é andar, por este país
Pra ver se um dia, descanso feliz
guardando recordação, das terras onde passei
Andando pelos sertões, dos amigos que lá deixei
Mar e terra, inverno e verão
Mostro um sorriso, mostro alegria mas eu mesmo não
E a saudade no coração

Ah-hei.....

Diálogos

# 1
(Nove da manhã, se dirigindo para uma reunião com o cliente)
- Alô?
(Voz distante)
- Quem fala?
- Com quem gostaria?
(Desconfiada até o último fio do corpo)
- É a Alexsandra Gerlova?
- Sim.
- Aqui é do Carrefour, e nós gostaríamos de saber se você quer participar de uma promoção e...
- Não, muito obrigada.
(Silêncio antes de desligar o telefone)
- Lê, não desliga, é a Tati.
- Haaaaaaaaaaaaa
(Grito de desespero, de saudade, de vontade de chorar, de alegria, de querer parar tudo só para falar com a amiga querida)

# 2
(Paro o carro para entrar em casa e sobe outro, dando luz alta)
- Fudeu!
- Lê? É a Dani.
(Obrigada Deus, obrigada anjo da guarda, obrigada mãe)
- Dani! Você por aqui?
- Vi você chegando. Vim mostrar minha barriga.
(E não é de chopp).
- Ah, você está linda! Só tem barriga, o restante está tudo igual.
- Ainda bem né amiga?

# 3
"Eu só quero que você, me aqueça neste inverno, e que tudo mais vá pro inferno"
- Hahahahaha

Nossa, muito bom ter minhas amigas por perto.
Papai do céu, cuide das meninas aí de cima, e de todas as outras já citadas aqui, e das que ainda vão aparecer ainda, e daquelas que surgirão até o final da vida. Amém.